sábado, 13 de abril de 2013

MANIFESTO DO BREGA


            A história de um povo sempre é baseada na visão dos dominados. Quando se trata de temas relacionados à cultura não é diferente. Na música, a tal chamada MPB, sempre fez menção à nomes e figuras carimbadas, tal como João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina, Nara Leão, entre outros. Mesmo quando fugia à praia da Bossa Nova ou da Tropicália, não era diferente, Noel Rosa, Cartola, Candeia, entre outros nomes que eram "eleitos" para representar a "voz do povo".
       Mas o que dizer de nomes como Nelson Ned, Waldick Soriano, Amado Batista, Odair José, Genival Santos, Paulo Sérgio, Fernando Mendes, Evaldo Braga e Diana?
        Esses tocam brega! Dirão com ar de contestação.
       Mas onde, na história da Música Popular Brasileira estão esses artistas?
     Com certeza habitam o submundo, estão relegado ao esquecimento da elite e da grande mídia. E quando aparecem, são demonstrado com deboche e escracho, como se fossem parte de uma aberração. Algo ao qual se envergonhar.
      O brega é antes de tudo a expressão de um povo que nunca teve voz, é parte de um contexto histórico importante do nosso país, revela a luta de classes que sempre foi mascarada em nosso país, ao qual fizemos (e fazemos) questão de esconder.
      O brega tornou-se sinônimo de pobreza e ignorância, de subserviência e alienação. Nunca, teve destaque como algo positivo, mesmo quando, em poucas tentativas, houve a intenção de mostrar tal lado.
   É, por isso, que a realização de tal projeto visa, não apenas tocar o brega, mas recuperar sua história, valorizar uma cultura, da verdadeira MPB.

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